Prefeitura lacra ônibus de duas viações e anuncia alterações no transporte coletivo do Rio

Foto: Divulgação
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Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), lacrou na manhã de sábado (31 de janeiro) ônibus das empresas Real Auto-ônibus e Vila Isabel, integrantes do Consórcio Intersul, em uma operação motivada pelo descumprimento de exigências técnicas e falta de vistoria obrigatória da frota.  

Segundo a administração municipal, cerca de 250 veículos deixaram de passar pela vistoria anual obrigatória, etapa fundamental para garantir a segurança dos usuários e a regularidade do serviço. Prefeito Eduardo Paes ressaltou que a medida foi tomada após sucessivos prazos concedidos às empresas sem que as exigências fossem atendidas.  

Paes criticou o desempenho das viações, afirmando que a falta de ônibus em circulação representava um abandono do serviço à população — em alguns momentos, afirmou o prefeito, apenas cerca de 17 a 20 veículos circulavam, apesar da previsão de mais de 200 ônibus em operação.  

Alterações no sistema de ônibus

Para minimizar o impacto aos passageiros e reorganizar o transporte coletivo, a SMTR anunciou uma série de mudanças no sistema municipal. Entre as ações estão:

Criação de novas linhas de ônibus, com o objetivo de ampliar o atendimento, incluindo os serviços 162 (Terminal Gentileza – Leblon), 319 (Terminal Alvorada – Central do Brasil), 160 (Terminal Gentileza – Leblon via Rebouças), 475 (São Cristóvão – Leblon) e 111 (Central do Brasil – Leblon).  

• Ajustes em itinerários de linhas existentes para melhorar a cobertura e a eficiência operacional.  

Início de operação de mais duas linhas já na segunda-feira (2 de fevereiro): a 164 (Gentileza – Leme) e SV319 (Central do Brasil – Terminal Alvorada).  

• A previsão de criação de outras linhas em semanas seguintes, como a linha 536 (Rocinha – Leme), para reforçar ainda mais as opções aos usuários.  

Além disso, a Prefeitura informou que o consórcio Intersul deverá assumir cerca de 60% das linhas anteriormente operadas pelas viações Real e Vila Isabel, sob a supervisão da SMTR, com a possibilidade de a empresa pública Mobi-Rio assumir temporariamente trechos se necessário.  

A Prefeitura afirma que as medidas visam garantir continuidade e segurança no serviço de transporte público, além de enviar uma mensagem de rigor às concessionárias quanto ao cumprimento dos compromissos contratuais no município. 

Foto: Beth Santos.

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