Cinco réus acusados de participação no assassinato de um policial civil em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, também respondem na Justiça por envolvimento em um esquema de clonagem de placas de veículos utilizado para viabilizar o crime.
De acordo com as investigações, o grupo teria utilizado um carro com placa clonada para monitorar a rotina da vítima antes da execução, ocorrida em outubro de 2025. O policial foi morto a tiros na porta de casa, no bairro de Piratininga.
A apuração aponta que os criminosos encontraram um anúncio de venda de um veículo na internet, copiaram as informações e clonaram a placa de um carro do interior de São Paulo. Com um automóvel semelhante, passaram a circular sem levantar suspeitas, acompanhando os passos do policial por semanas.
O esquema foi descoberto após sistemas de monitoramento identificarem que o veículo original circulava normalmente em outra cidade, ao mesmo tempo em que o carro clonado era usado no Rio de Janeiro.
Após o crime, o carro utilizado na ação foi incendiado na tentativa de eliminar provas. Ainda assim, a polícia conseguiu avançar na investigação e prendeu suspeitos, incluindo dois policiais militares.
As investigações também indicam que o grupo era organizado e atuava de forma estruturada, com divisão de funções, incluindo monitoramento da vítima, execução e apoio na fuga. Um dos investigados é apontado como o responsável por coordenar o crime.
A Delegacia de Homicídios segue apurando o caso para identificar a motivação do assassinato e possíveis mandantes. As defesas dos acusados negam envolvimento.
O caso chama atenção para o uso de veículos clonados em crimes planejados, prática que dificulta a identificação dos autores e tem sido recorrente em investigações policiais no estado.
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