A Polícia Federal (PF) identificou um terceiro apartamento usado como base clandestina pelo ex-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, como parte das investigações que apuram o desvio de aproximadamente R$ 970 milhões dos recursos previdenciários do Estado do Rio de Janeiro.
Segundo a PF, o imóvel, localizado no bairro de Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, integrava uma estrutura paralela à residência principal do ex-gestor e a outro apartamento já conhecido dos investigadores. No local, os agentes encontraram quatro malas vazias e grande quantidade de elásticos usados para organizar maços de dinheiro, o que indica que o espaço teria sido esvaziado às pressas pouco antes da ação policial.
A descoberta desse terceiro endereço amplia o escopo da investigação, que busca rastrear a origem e a movimentação de recursos públicos possivelmente desviados do fundo de previdência dos servidores estaduais. A operação faz parte do desdobramento da chamada Operação Barco de Papel, que já resultou na prisão de Deivis Marcon Antunes sob acusações de obstrução de justiça, tentativa de ocultação de provas e gestão fraudulenta de recursos públicos.
A PF considera que os indícios recolhidos no apartamento — incluindo as malas vazias e os elásticos — podem apontar para tentativas de movimentação de dinheiro ou ocultação de patrimônio antes do cumprimento dos mandados de prisão e busca e apreensão. Ainda não há detalhes públicos sobre apreensões de dinheiro no local, mas a ação reforça a linha de investigação sobre a possível existência de uma rede de imóveis e estruturas clandestinas ligadas à suposta fraude nos investimentos feitos pelo Rioprevidência.
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