No dia seguinte ao forte temporal que atingiu a cidade do Rio de Janeiro e a região metropolitana, a capital fluminense permanece em alerta por condições meteorológicas instáveis, solo saturado e possibilidade de novos transtornos. Desde a tarde da segunda-feira, quando a chuva intensa provocou alagamentos em diversos bairros — incluindo Barra da Tijuca, Piedade e Lagoa — e acionou sirenes de alerta em áreas de risco, os órgãos públicos mantêm atenção máxima para ocorrências relacionadas a enchentes e deslizamentos.
A sequência de precipitações recentes mantém a prefeitura em Estágio 2 no plano de resposta a desastres, o que indica a permanência de ocorrências que impactam o funcionamento da cidade. O solo encharcado, resultado de chuva contínua registrada desde o final de janeiro, agrava o risco de escorregamentos em encostas e bolsões de água em vias urbanas.
Apesar de a intensidade das precipitações ter diminuído em relação ao momento mais crítico, a previsão meteorológica aponta para céu nublado, possibilidade de chuva fraca a moderada ao longo desta terça-feira e risco persistente de novos episódios de instabilidade. Autoridades recomendam atenção aos alertas emitidos pelos sistemas COR-Rio e Defesa Civil, que orientam moradores de áreas vulneráveis a acompanhar os boletins oficiais e considerar deslocamentos apenas se estritamente necessários.
A situação chuvosa no início de fevereiro está associada à atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), um fenômeno climático típico do verão que favorece a formação de nuvens carregadas por vários dias consecutivos, elevando os volumes de chuva acumulada. Neste início de mês, o total de precipitação já ultrapassou a média histórica esperada para fevereiro, contribuindo para os avisos de alerta e para a atenção contínua dos órgãos de proteção e monitoramento.
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