A morte de um jovem de 29 anos após uma sessão de hemodiálise em uma clínica particular de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, segue cercada de dúvidas e revolta da família, que denuncia possível contaminação durante o procedimento e cobra responsabilização.
Bruno Rodrigues Ventura dos Santos passou mal ainda no início da sessão, realizada em agosto de 2025, e precisou ser levado às pressas para o hospital. Ele ficou internado por 18 dias em estado grave na UTI, mas não resistiu e morreu no dia 9 de setembro.
A principal linha de investigação aponta que o paciente pode ter sido contaminado por ácido peracético, substância utilizada na limpeza de equipamentos médicos, possivelmente por falha operacional.
Sete meses após o caso, a família afirma que ainda não teve respostas conclusivas. Segundo relatos, o laudo mais recente indica a causa da morte, mas não esclarece o que levou ao óbito, o que motivou a solicitação de revisão do documento.
O caso foi inicialmente registrado como lesão corporal por imperícia, mas deve ter a tipificação alterada após a morte do paciente. A investigação está a cargo da 72ª DP (São Gonçalo) e é acompanhada pelo Ministério Público.
Na época do ocorrido, a clínica onde o procedimento foi realizado estava com o certificado de regularidade vencido. Após o caso, pacientes foram transferidos para outras unidades e o Conselho Regional de Medicina abriu uma sindicância para apurar possíveis irregularidades.
A família acusa negligência e segue em busca de justiça, cobrando que os responsáveis sejam identificados e punidos.
Foto: Reprodução/TV Globo