No Carnaval 2026, órgãos de defesa do consumidor intensificaram a fiscalização sobre bebidas alcoólicas vendidas nos blocos de rua e na Marquês de Sapucaí com o uso de tecnologia capaz de analisar amostras em poucos minutos. A iniciativa é conduzida pela Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor em parceria com o Procon-RJ, que percorrem os principais pontos da folia para testar a autenticidade e a composição das bebidas oferecidas ao público.
O equipamento utilizado permite que técnicos coletem pequenas amostras diretamente das garrafas ou recipientes e verifiquem, no local, se o conteúdo está de acordo com o que o rótulo indica e se é próprio para consumo, com resultados rápidos que revelam possíveis irregularidades. Em caso de identificação de produto adulterado ou falso, os agentes podem apreender as bebidas e autuar os responsáveis.
Segundo representantes do Procon-RJ, a estratégia vai além da fiscalização tradicional, com foco também na orientação dos foliões sobre os riscos associados ao consumo de bebidas de procedência duvidosa. Além das análises, agentes distribuem material informativo para ajudar o público a identificar sinais de fraude, como lacres rompidos, alteração na cor ou no odor e preços muito abaixo do mercado.
A mobilização tecnológica ocorre em um contexto em que órgãos públicos adotaram medidas preventivas ampliadas para proteger a saúde dos consumidores durante o Carnaval, diante de preocupações sobre bebidas adulteradas com substâncias tóxicas, como o metanol, que podem causar intoxicação e representar grave risco à saúde.
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