Alckmin diz que governo não vai obrigar estados a aderirem a redução no diesel importado

Foto: Divulgação
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O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, afirmou que o governo federal não pretende obrigar estados a aderirem a medidas para reduzir o preço do diesel importado, mesmo diante da alta recente do combustível.

A declaração ocorre em meio ao impasse entre União e governos estaduais sobre a criação de um subsídio temporário ao diesel, que poderia baratear o litro em até R$ 1,20. 

Segundo Alckmin, o governo tem adotado medidas para conter os impactos no bolso do consumidor, como a redução de tributos federais e propostas de compensação, mas reforçou que a adesão dos estados deve ser voluntária. 

A proposta em discussão prevê:

  • Subsídio de R$ 1,20 por litro do diesel importado
  • Divisão do custo: R$ 0,60 pagos pela União e R$ 0,60 pelos estados  

No entanto, a decisão final foi adiada após falta de consenso entre os secretários estaduais de Fazenda, que ainda avaliam o impacto fiscal da medida e precisam, em alguns casos, consultar governadores. 

O tema ganhou urgência após a disparada no preço do diesel, impulsionada pelo cenário internacional, especialmente tensões no Oriente Médio, que elevaram o valor do petróleo e pressionaram os combustíveis no Brasil. 

Além do impacto direto nos postos, o aumento preocupa setores como transporte de cargas e alimentos, já que o diesel é um dos principais motores da economia e influencia diretamente a inflação. 

Nos bastidores, integrantes do governo avaliam que a medida só teria efeito pleno com a adesão ampla dos estados, mas, publicamente, a posição é de que não haverá imposição — mantendo a decisão nas mãos de cada unidade da federação.

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