A Câmara Municipal do Rio sediou, nesta semana, o seminário “Rio em Tempo Real: o Centro em Transformação”, que reuniu vereadores, representantes da prefeitura e integrantes do mercado imobiliário para avaliar os resultados do programa Reviver Centro e debater os próximos passos da iniciativa.
O encontro teve como foco os avanços das duas primeiras fases do projeto — lançadas em 2021 e 2023 — e as diretrizes para a terceira etapa, que pretende consolidar a região central como área residencial e economicamente ativa. A proposta surgiu a partir do grande número de imóveis comerciais vazios no Centro, especialmente após o esvaziamento provocado pela pandemia.
Durante o debate, participantes destacaram que já é possível perceber mudanças em áreas como Cinelândia, Avenida Rio Branco e Praça Mauá, com aumento da ocupação e circulação de pessoas. Ainda assim, o consenso é de que o projeto precisa avançar para garantir mais moradia, geração de empregos e fortalecimento do comércio local.
Um dos pontos centrais da discussão foi a necessidade de equilibrar o crescimento urbano com políticas sociais, especialmente diante do aumento da população em situação de rua na região. Vereadores defenderam a criação de estruturas de acolhimento mais eficientes e próximas dos locais onde essas pessoas estão.
Outro destaque foi o impacto econômico da ocupação residencial no Centro. A expectativa é que o aumento de moradores impulsione a abertura de comércios e serviços, contribuindo para a revitalização completa da área.
Representantes da prefeitura também ressaltaram que o programa ainda é considerado recente, mas já apresenta resultados concretos, com ajustes sendo feitos ao longo do tempo para aprimorar a política urbana e torná-la mais eficiente.
Foto: Divulgação/Câmara do Rio