O governo dos Estados Unidos avalia a possibilidade de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. A informação foi divulgada pelo jornal norte-americano The New York Times e repercutida na imprensa internacional.
De acordo com a publicação, a medida vem sendo discutida dentro da administração do presidente Donald Trump e teria ganhado força após articulações políticas de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente de seus filhos, Flávio e Eduardo Bolsonaro.
As facções brasileiras estão no radar das autoridades americanas por seu envolvimento com tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e atuação transnacional, sendo consideradas uma potencial ameaça à segurança regional.
Nos bastidores, a movimentação também tem impacto político. Segundo o jornal, a classificação das organizações como terroristas poderia fortalecer o discurso de segurança pública nas eleições brasileiras, tema central no debate eleitoral.
A possível decisão, no entanto, gera preocupação no governo brasileiro. Autoridades temem que a medida possa abrir precedentes para ações unilaterais dos Estados Unidos, além de representar interferência em assuntos internos do país.
Atualmente, o Brasil não considera facções criminosas como organizações terroristas dentro de sua legislação, o que pode ampliar divergências diplomáticas caso a classificação avance no cenário internacional.
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