Uma pesquisa inédita realizada com mais de 1.500 moradores do Rio de Janeiro revelou que uma parcela significativa dos jovens cariocas enfrenta barreiras emocionais e sociais para procurar ajuda profissional em saúde mental, apesar de reconhecerem a importância do tema.
O levantamento aponta que, entre os entrevistados com idades entre 18 e 29 anos, 49% já deixaram de buscar apoio em saúde mental por vergonha ou medo de serem julgados socialmente, apesar de 79% compreenderem que a saúde mental está diretamente ligada à saúde física.
Os dados mostram um paradoxo entre conhecimento e comportamento: embora a maior parte dos jovens reconheça a relevância de cuidar da mente, muitos ainda enfrentam estigma e receios emocionais que os impedem de procurar atendimento quando necessário. Ainda assim, 57% relataram já ter sentido necessidade de buscar ajuda profissional, indicando que a demanda existe, mas é frequentemente reprimida pelo medo de rótulos sociais.
Especialistas em saúde mental destacam que esse tipo de resistência pode estar relacionado a fatores culturais e à persistência de estigmas, que ainda permeiam o debate sobre emocional e psicológica, mesmo entre pessoas mais jovens e informadas.
Foto: Alerj