Crise na Atenção Primária: médicos das Clínicas da Família seguem em greve sem acordo com a prefeitura do Rio de Janeiro

Foto: Divulgação
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Profissionais da saúde que atuam nas Clínicas da Família da rede municipal do Rio de Janeiro mantêm a greve após uma rodada de negociações com representantes da prefeitura não resultar em acordo até esta terça-feira, 10 de fevereiro de 2026.

Na manhã de hoje, cerca de 150 médicos e enfermeiros realizaram um protesto em frente à sede administrativa da prefeitura, em reivindicação por reajuste salarial, pagamento de gratificações por metas alcançadas e melhorias nas condições de trabalho. Após a manifestação, houve uma reunião entre representantes dos sindicatos e o subsecretário de promoção, atenção primária e vigilância em saúde, Renato Cony, com a participação de entidades que representam as organizações sociais que gerem as unidades de saúde municipal. 

Apesar das negociações, segundo relatos colhidos pela reportagem, não houve avanços suficientes para atender às demandas dos profissionais, o que mantém a mobilização da categoria em curso. Está prevista uma assembleia dos médicos para esta quarta-feira, 11 de fevereiro, na qual será decidido se a paralisação continuará além da data já prevista de término. 

A paralisação faz parte de um movimento maior que teve início no dia 2 de fevereiro, quando enfermeiros também cruzaram os braços por dois dias, mantendo 70% do efetivo em atividade. Os médicos, por sua vez, optaram por uma greve de nove dias, com pelo menos metade do efetivo trabalhando para garantir atendimentos essenciais até o dia 11 de fevereiro. 

Entre as principais reivindicações estão protocolos de proteção contra violência no ambiente de trabalho, redução de excesso de tarefas burocráticas, melhoria na distribuição de pacientes entre as equipes e garantias contratuais relacionadas ao reconhecimento de metas alcançadas. 

O impasse ocorre em meio a uma crise mais ampla na Atenção Primária à Saúde municipal, considerada a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), onde condições de trabalho e insatisfação dos profissionais têm sido motivos recorrentes de reivindicação. 

Foto: Reprodução

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