A Fundação Municipal de Saúde de Niterói confirmou que um morcego encontrado morto em Vale Feliz, no bairro Engenho do Mato, estava infectado com o vírus da raiva, de acordo com exames laboratoriais cujo resultado foi divulgado em 29 de janeiro. O caso indica que o agente infeccioso segue em circulação no município, mesmo com a doença controlada entre cães e gatos há mais de 20 anos.
O animal analisado pertence à família Vespertilionidae, predominantemente composta por espécies insetívoras, e sua infecção soma-se a registros anteriores: desde 2020, oito casos de raiva em morcegos foram identificados em Niterói. Ocorrências em municípios vizinhos também reforçam a necessidade de vigilância contínua.
Especialistas lembram que, apesar do papel ecológico dos morcegos na polinização, dispersão de sementes e controle de insetos, a presença do vírus em alguns indivíduos exige cuidados de biossegurança. O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) orienta que a população não manipule morcegos ou outros animais silvestres, vivos ou mortos. Ao encontrar um animal nessas condições, a recomendação é acionar o órgão especializado ou, em finais de semana e feriados, a Guarda Ambiental. A vacinação anual de cães e gatos a partir dos três meses de idade é apontada como medida essencial de prevenção.
O episódio também reacendeu o debate sobre a vacinação antirrábica pré-exposição para profissionais que lidam com animais, com conselhos veterinários defendendo a redução de entraves burocráticos para acesso ao imunizante.
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