Samba em CAPS do Rio de Janeiro vira terapia para pacientes em tratamento

Foto: Divulgação
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No Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Mané Garrincha, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, uma roda de samba tem se consolidado como ferramenta terapêutica para pacientes em tratamento por uso abusivo de álcool e outras drogas, integrando o cuidado com musicoterapia e promovendo vínculos sociais. 

O projeto de samba no CAPS, mantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), existe desde 2008 e envolve cerca de 15 integrantes que participam regularmente das atividades musicais, tocando instrumentos e cantando. A iniciativa tem como objetivo criar um ambiente acolhedor que favoreça o diálogo, desperte memórias afetivas e fortaleça relações entre os usuários, muitos dos quais enfrentam dificuldades de vinculação social. 

A roda de samba acontece nas sextas-feiras e não se restringe aos espaços internos do CAPS: o grupo chega a se apresentar em clínicas da família e centros de saúde da cidade como parte da integração com a comunidade. A atividade é aberta a familiares e se tornou uma das mais aguardadas pelos pacientes. 

Segundo profissionais envolvidos, a música facilita a expressão de sentimentos, resgata momentos felizes e contribui para a construção de identidade e autoestima dos participantes. A cultura do samba, profundamente presente no contexto social do Rio, é vista como um elemento que favorece a construção de um ambiente terapêutico mais humano e menos institucional. 

Usuários relatam que a experiência tem impacto positivo no tratamento psicológico, ajudando-os a enfrentar seus desafios pessoais e sociais com mais confiança e integração ao grupo. 

Foto: Participantes do CAPS Mané Garrincha durante a roda de samba terapêutica

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