Beneficiários da Unimed Ferj têm enfrentado dificuldades e incertezas em decorrência do processo de transferência de usuários e da reorganização da rede de atendimento da operadora de planos de saúde na capital fluminense e região metropolitana. Usuários relatam falta de vagas em hospitais da cidade do Rio de Janeiro e direcionamento para unidades em outras cidades, como Nova Iguaçu, mesmo em casos que demandam atendimento especializado ou emergencial.
Segundo relatos de pacientes, em algumas situações de urgência — como a de um aposentado de 85 anos que sofreu um infarto — o atendimento cardiológico imediato esperado em unidades na capital não estava disponível por falta de vagas, e os beneficiários foram encaminhados para hospitais fora da cidade. Essa reorganização tem gerado desconforto e insegurança entre famílias e usuários, que dependem do plano para cuidados essenciais.
A crise da Unimed Ferj tem contexto mais amplo: desde a transferência da carteira de clientes da antiga Unimed-Rio para a Unimed Ferj, ocorrida em 2024, a operadora acumula problemas financeiros e operacionais que se refletem em atrasos de pagamento a prestadores, descredenciamentos de hospitais e dificuldades no atendimento a beneficiários.
Hospitais e clínicas associados à rede de saúde no estado também já discutiram descredenciamento e suspensão de atendimentos devido a débitos e falhas contratuais, o que contribui para a escassez de vagas disponíveis na capital e nas regiões próximas.
Usuários afetados pela situação têm buscado orientações junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e órgãos de defesa do consumidor, enquanto persistem relatos de problemas nos canais de atendimento e obstáculos para acessar serviços previstos nos contratos de plano de saúde.
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