Em nova rodada de sondagens eleitorais divulgada pelo instituto Ideia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece liderando numericamente a maioria dos cenários de segundo turno da corrida presidencial de 2026, embora candidatos associados ao bolsonarismo e outros pré-candidatos da direita estejam tecnicamente próximos dentro da margem de erro das simulações.
Segundo os dados levantados pelo instituto, Lula figura consistentemente à frente de possíveis adversários como Tarcísio de Freitas (Republicanos), Michelle Bolsonaro (PL), Flávio Bolsonaro (PL), Ratinho Junior (PSD), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União Brasil) em confrontos de segundo turno, em cenários onde cada um desses nomes foi testado separadamente.
Os levantamentos eleitorais exploram diferentes combinações de adversários, e em várias delas Lula mantém vantagem de alguns pontos percentuais. Em simulações com Tarcísio de Freitas, por exemplo, o presidente tem percentuais superiores, mas a diferença cabe na margem de erro, o que caracteriza um empate técnico entre os principais polos políticos do país.
O levantamento também mostra que, apesar de Lula liderar numericamente, parte significativa do eleitorado ainda se mostra indecisa ou inclinada a votar em branco ou nulo, o que pode influenciar o desfecho eleitoral nas próximas semanas.
Panorama geral dos cenários testados
- Lula aparece à frente de Tarcísio de Freitas, mas com diferença dentro da margem de erro em muitos casos.
- Contra Michelle Bolsonaro, o presidente também tem vantagem, porém sem folga significativa.
- Em confrontos com Flávio Bolsonaro, Ratinho Junior, Romeu Zema ou Ronaldo Caiado, Lula lidera, mas os números sugerem que a disputa ainda está competitiva e aberta.
Mercado político e contexto
Essa nova pesquisa ocorre em um momento de intensa movimentação política, com lideranças de diferentes espectros tentando consolidar apoio e nomeações partidárias para a eleição presidencial de outubro. As simulações também reforçam que o cenário eleitoral permanece polarizado entre a continuidade do atual governo e a oposição de direita fragmentada, mas competitiva nas intenções de voto.
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