EUA veem Brasil como peça estratégica na disputa global por minerais críticos

Foto: Divulgação
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O Brasil vem atraindo atenção crescente dos Estados Unidos no contexto da disputa global por minerais críticos — como terras raras e nióbio — essenciais para indústrias de tecnologia de ponta, defesa e energia, segundo análises de mercado e informes recentes. 

Especialistas em mineração e geopolítica destacam que o país detém uma enorme fatia das reservas mundiais desses recursos, em especial cerca de 92% da produção global de nióbio, um metal vital para ligas de aço de alta resistência usadas em aplicações que vão de infraestrutura a sistemas aeroespaciais e equipamentos militares. 

Apesar de ser dono de reservas tão significativas, o Brasil representa uma pequena parte da produção global efetiva de terras raras e outros minerais críticos, estrutura que tem incentivado países como os Estados Unidos a buscar parcerias comerciais e investimentos para diversificar suas cadeias de suprimento, diante da forte dependência de fornecedores tradicionais, especialmente a China. 

O interesse de Washington pelo Brasil nesse setor não se dá por meio de “controle territorial” no sentido militar clássico, mas sim pela integração do país às cadeias de suprimento de minerais estratégicos e possíveis investimentos em seus recursos, com o objetivo de reduzir vulnerabilidades externas e assegurar acesso a matérias-primas essenciais à economia e à segurança nacional norte-americana. 

Esse cenário vem sendo moldado em um contexto global em que a demanda por minerais críticos, como os usados em carros elétricos, energia renovável e componentes tecnológicos avançados, deve crescer expressivamente nas próximas décadas, potencializando a importância de países ricos em reservas como o Brasil.  

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